Falar em ensino e aprendizagem, é pensar em um eterno casamento. Como assim?
Imagine dois jovens que se conhecem na escola onde estudam na mesma sala de aula. A moça, aparentemente ''patricinha'', vaidosa e muito bonita, exibe para todos seus sapatos da moda, e tem grande criatividade em criar suas próprias roupas e pintá-las, ela gosta também de ensinar suas amigas a pintar e decorar as unhas. Já, o rapaz, tímido, ama jogos eletrônicos, séries de TV, aparentemente ''nerdão'', no entanto , ama desenhar e criar coisas novas. Dentre essas características os dois que aparentemente devem possuir personalidades e frequentar grupos sociais completamente diferentes, tem uma coisa em comum: a cooperação no diálogo, ou seja, gostar de ouvir e aprender com o outro através do diálogo.
Certo dia, em um determinado trabalho em dupla, por ironia do destino a professora sorteia o nome deles dois, ao saberem do resultado do sorteio a primeira reação foi a surpresa e a curiosidade por ambas as partes, logo eles nunca haviam feito trabalho juntos e não mantinham contato social apesar de serem colegas de classe. A atividade de classe é para ser entregue nos próximos 3 dias, apesar de pouco tempo, foi o suficiente para dali nascer um grande amor.
Através da troca de informações constantes durante os momentos na escola, whatsapp, e ligações constantes para fazer o trabalho e conversas paralelas, descobriram suas habilidades em comum: a criatividade em criar, desenhar e pintar; essas quais ajudaram a fortificar a amizade, a proximidade e por fim um amor recíproco.
Anos mais tarde, a amizade se tornou namoro, o namoro se tornou casamento, e o casamento proporcionou numa cooperação significativa ao ponto de criarem o próprio negócio financeiro, uma loja de confecções de roupas. Ela como estilista e ele como design de moda, portanto um ajudando o outro.
A diferença entre a analogia situacional acima com o Ensino e Aprendizagem, é que a relação do casal citado acima é finita, e o Ensino e Aprendizagem é infinito. Nesse sentido, a ação de ensinar e aprender no trabalho docente é constante, mútuo, e construtivo; na medida que ensinamos estamos aprendendo, e quando aprendemos ensinamos. E ainda nesse processo: reciclando, reinventando estas ideias; pois o conhecimento não é estagnado, ele sempre está em transformação, e o professor é protagonista deste processo, desde a pesquisa ao fazer pedagógico.
Francygelson Miranda
Licenciado em Pedagogia - UFPI
Francygelson Miranda
Licenciado em Pedagogia - UFPI